A matéria tem por objetivo informar os leitores sobre A Síndrome do Pânico, seus sintomas e prejuízos laborais, sociais e emocionais para o ser humano.

Definição:
No início típico de um caso de transtorno de pânico, o indivíduo está envolvido em algum aspecto comum da vida quando, repentinamente, seu coração começa a acelerar, ele não pode mais respirar, sente-se tonto, a ponto de desmaiar, e tem certeza de que está prestes a morrer. 

Não raramente o primeiro ataque de pânico ocorre no contexto de uma doença ou acidente grave, da perda de uma relação interpessoal íntima ou separação familiar, do início de estudos em faculdade longe de sua cidade natal, ou emprego fora da cidade, em paciente desenvolvendo hipotireoidismo ou no período imediato pós-parto.

Alguns pacientes relatam o aparecimento após a ingestão de drogas psicoativas, especialmente, maconha, LSD, sedativos, cocaína e anfetaminas. Certos estressores podem funcionar como gatilho para o início do ataque de pânico em pacientes que já têm predisposição para isso. Pode aparecer também em pacientes portadores de prolapso da válvula mitral.

Pacientes, experimentando seus primeiros ataques de pânico, geralmente, acreditam que estão tendo um ataque cardíaco ou enlouquecendo. São levados ao Pronto Atendimento onde, após realização de exames de rotina, eletrocardiografia e exames físicos, conclui-se que tudo não passa de um caso fortuito de taquicardia sinusal. Eles são tranquilizados e mandados para casa.

Mais tarde, ou semanas depois, podem apresentar novamente o início súbito de ansiedade severa, com todos os sintomas físicos, retornam, pois, ao Pronto Atendimento e recebem o diagnóstico de que seus sintomas são de origem psicológica.

Sintomas: Durante um ataque de Pânico, os pacientes estarão envolvidos em suas atividades rotineiras, lendo um livro, comendo em um restaurante, dirigindo um veículo, assistindo a um filme ou, simplesmente, passeando em um shopping.

Experimentarão:

  • Início súbito de medo, terror;
  • Apreensão;
  • Sensação de morte iminente;
  • Dispneias;
  • Palpitações;
  • Dor ou desconforto torácico;
  • Sensações de sufocação;
  • Tonturas;
  • Sentimentos de insegurança;
  • Sentimentos de irrealidade (despersonalização);
  • Parestesias;
  • Ondas de calor e frio;
  • Sudoreses;
  • Vertigens;
  • Tremores;
  • Medo de morrer;
  • Medo de ficarem loucos ou perderem o controle sobre si mesmos.

Duração:

Os ataques duram de 5 a 20 minutos, raramente mais de uma hora. Alguns pacientes relatam fadiga por muitas horas, após o pico do ataque ter cessado. Os ataques também podem ocorrer em formas de ondas, ou o paciente pode também estar sofrendo de uma depressão agitada ou um estado de tensão obsessiva.

O Pânico só será diagnosticado se sua ocorrência for regular e frequente.

Agorafobias:

Medo de estar em lugares ou situações das quais não há saída ou a saída poderia ser difícil.

Medo de estar em locais cheios, ruidosos, multidões, filas, de atravessar uma ponte, viajar de trem ou avião, ônibus, andar em elevador, escada rolante, cavernas, túneis.

Tipos:

SUAVE:
Há alguma evitação ou resistência com sofrimento, mas a pessoa continua mantendo seu estilo de vida relativamente normal. Ataques de sintomas limitados a quatro, ou não mais que um ataque.

MODERADA:
A evitação resulta em um estilo de vida restrito, a pessoa sai sozinha, mas
percorre apenas pequenas distâncias. Precisa de acompanhamento. Presença de ataquesintermediários ou severos.

SEVERA:
A evitação resulta em ficar preso em casa, ou incapaz de sair desacompanhado,impossibilitado de exercitar suas atividades laborais e sociais. Oito ataques de pânico ocorreram nesse período.

EM REMISSÃO PARCIAL: Nenhuma evitação ou alguma evitação no período de seis meses.

EM REMISSÃO TOTAL: Nenhuma evitação durante seis meses.

Os portadores da Síndrome do Pânico apresentam grande sofrimento psíquico, insegurança, baixa autoestima, dificuldade para engolir, dores e tensão muscular, inquietação, boca seca, náuseas, rubor, micções frequentes, diarreia, impaciência, resposta exagerada à surpresa, dificuldades de concentração ou branco na mente, dificuldade de adormecer ou permanecer dormindo, temor de um novo ataque.

ALGUMAS PERTURBAÇÕES ORGÂNICAS QUE PODEM SIMULAR ATAQUE DE PÂNICO:

Hipertireoidismo; Hipotireoidismo; Hiperparatireoidismo; Prolapso de Válvula Mitral; Arritmias cardíacas; Insuficiência coronariana; Feocromocitoma 

(tumor secretor de hormônios que pode ocorrer nas glândulas adrenais, é raro e geralmente benigno.); Hipoglicemia; Vertigem verdadeira; Abstinência 
de álcool; Abstinência de drogas.

TRATAMENTO:

Ansiolíticos; Antidepressivos tricíclicos, drogas bloqueadoras adrenérgicas; Psicoterapias; Terapias comportamentais, terapias alternativas (meditação, yoga, atividades relaxantes).

Bibliografia:

HALES,

Robert, TALBOTT, John, YUDOFSKY, Stuart – TRATADO DE PSIQUIATRIA – Artes
Médicas – Porto Alegre -1992

A matéria tem por objetivo informar os leitores sobre A Síndrome do Pânico, seus sintomas e prejuízos laborais, sociais e emocionais para o ser humano.

Definição:
No início típico de um caso de transtorno de pânico, o indivíduo está envolvido em algum aspecto comum da vida quando, repentinamente, seu coração começa a acelerar, ele não pode mais respirar, sente-se tonto, a ponto de desmaiar, e tem certeza de que está prestes a morrer. 

Não raramente o primeiro ataque de pânico ocorre no contexto de uma doença ou acidente grave, da perda de uma relação interpessoal íntima ou separação familiar, do início de estudos em faculdade longe de sua cidade natal, ou emprego fora da cidade, em paciente desenvolvendo hipotireoidismo ou no período imediato pós-parto.

Alguns pacientes relatam o aparecimento após a ingestão de drogas psicoativas, especialmente, maconha, LSD, sedativos, cocaína e anfetaminas. Certos estressores podem funcionar como gatilho para o início do ataque de pânico em pacientes que já têm predisposição para isso. Pode aparecer também em pacientes portadores de prolapso da válvula mitral.

Pacientes, experimentando seus primeiros ataques de pânico, geralmente, acreditam que estão tendo um ataque cardíaco ou enlouquecendo. São levados ao Pronto Atendimento onde, após realização de exames de rotina, eletrocardiografia e exames físicos, conclui-se que tudo não passa de um caso fortuito de taquicardia sinusal. Eles são tranquilizados e mandados para casa.

Mais tarde, ou semanas depois, podem apresentar novamente o início súbito de ansiedade severa, com todos os sintomas físicos, retornam, pois, ao Pronto Atendimento e recebem o diagnóstico de que seus sintomas são de origem psicológica.

Sintomas: Durante um ataque de Pânico, os pacientes estarão envolvidos em suas atividades rotineiras, lendo um livro, comendo em um restaurante, dirigindo um veículo, assistindo a um filme ou, simplesmente, passeando em um shopping.

Experimentarão:

  • Início súbito de medo, terror;
  • Apreensão;
  • Sensação de morte iminente;
  • Dispneias;
  • Palpitações;
  • Dor ou desconforto torácico;
  • Sensações de sufocação;
  • Tonturas;
  • Sentimentos de insegurança;
  • Sentimentos de irrealidade (despersonalização);
  • Parestesias;
  • Ondas de calor e frio;
  • Sudoreses;
  • Vertigens;
  • Tremores;
  • Medo de morrer;
  • Medo de ficarem loucos ou perderem o controle sobre si mesmos.

Duração:

Os ataques duram de 5 a 20 minutos, raramente mais de uma hora. Alguns pacientes relatam fadiga por muitas horas, após o pico do ataque ter cessado. Os ataques também podem ocorrer em formas de ondas, ou o paciente pode também estar sofrendo de uma depressão agitada ou um estado de tensão obsessiva.

O Pânico só será diagnosticado se sua ocorrência for regular e frequente.

Agorafobias:

Medo de estar em lugares ou situações das quais não há saída ou a saída poderia ser difícil.

Medo de estar em locais cheios, ruidosos, multidões, filas, de atravessar uma ponte, viajar de trem ou avião, ônibus, andar em elevador, escada rolante, cavernas, túneis.

Tipos:

SUAVE:
Há alguma evitação ou resistência com sofrimento, mas a pessoa continua mantendo seu estilo de vida relativamente normal. Ataques de sintomas limitados a quatro, ou não mais que um ataque.

MODERADA:
A evitação resulta em um estilo de vida restrito, a pessoa sai sozinha, mas
percorre apenas pequenas distâncias. Precisa de acompanhamento. Presença de ataquesintermediários ou severos.

SEVERA:
A evitação resulta em ficar preso em casa, ou incapaz de sair desacompanhado, impossibilitado de exercitar suas atividades laborais e sociais. Oito ataques de pânico ocorreram nesse período.

EM REMISSÃO PARCIAL: Nenhuma evitação ou alguma evitação no período de seis meses.

EM REMISSÃO TOTAL: Nenhuma evitação durante seis meses.

Os portadores da Síndrome do Pânico apresentam grande sofrimento psíquico, insegurança, baixa autoestima, dificuldade para engolir, dores e tensão muscular, inquietação, boca seca, náuseas, rubor, micções frequentes, diarreia, impaciência, resposta exagerada à surpresa, dificuldades de concentração ou branco na mente, dificuldade de adormecer ou permanecer dormindo, temor de um novo ataque.

ALGUMAS PERTURBAÇÕES ORGÂNICAS QUE PODEM SIMULAR ATAQUE DE PÂNICO:

(tumor secretor de hormônios que pode ocorrer nas glândulas adrenais, é raro e geralmente benigno.); Hipoglicemia; Vertigem verdadeira; Abstinência 

de álcool; Abstinência de drogas.

TRATAMENTO:

Ansiolíticos; Antidepressivos tricíclicos, drogas bloqueadoras adrenérgicas; Psicoterapias; Terapias comportamentais, terapias alternativas (meditação, yoga, atividades relaxantes).

Bibliografia:

HALES,

Robert, TALBOTT, John, YUDOFSKY, Stuart – TRATADO DE PSIQUIATRIA – Artes
Médicas – Porto Alegre -1992

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